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Found it Gato Maltês found Mata do Cerejal - PR1 [Batalha]

Tuesday, September 20, 2016Leiria, Portugal

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20SET2016 - 16:14

Nem sempre é necessário relatar cada descoberta como se esta fosse a página de uma estória do livro da nossa vida. É que a vontade de querer verbalizar fervorosamente a emoção das aventuras, por mais minúsculas que estas sejam, dá trabalho e consome pedaços de tempo.
Nesta aventura pela Mata do Cerejal ainda estive tentado, para evitar o descrito anteriormente, a elaborar um dos “afamados” generalistas, pedindo gentilmente desculpa no final pela atitude, como mandam as “geoetiquetes”. Mas…, porque há sempre um mas, tomando em conta a longevidade desta geocache, o cariz do seu dono, o local onde está fantasticamente escondida, o meu estatuto de geocacher de pechisbeque e apenas ter descoberto uma única cache nesta tarde, um registo generalista iria encaixar-se na alegoria onde a bota (ou cota) não daria com a perdigota.

Já há uns tempos, quando visitei a geocache “Carvalhais”, dos ilustres Capitães da Areia, estava nos planos pedalar mais um pouco até à Mata do Cerejal com o intento de tentar coligir mais uma memória de bom geocaching para o meu pecúlio. Nesse dia quedei-me apenas pela intenção.

Isto do geocaching, referindo o “meu”, é quase como a alimentação; Há ambrosias realmente deliciosas que não lhes chego porque são para os bolsos abonados da elite, e outras que nem que me pagassem uma fortuna eu as degustaria. Assim como há autênticos pitéus simplórios, ao preço da chuva e que fazem o deleite de quem gosta de “sabores naturais” sem floreados na fímbria do prato.
Esta geocache é um desses pitéus que alimenta a alma e o espírito de quem realmente gosta da natureza. Pequena na forma, sem ornatos nem enfeites, deliciosa na envolvente natural e totalmente merecedora de muitas visitas.

O tipo de paisagem que alberga este tesouro faz as delícias de qualquer comum mortal, que goste da natureza e não se importe de ser servido com simplicidade.
Os trilhos verdejantes e as silhuetas que a vegetação desenha, obscurecidas aqui e ali pelo contraste da claridade solar, são fantásticos para quem queira caminhar ouvindo-se a si próprio em simultâneo com a mãe de todos nós.
Para os que gostam de pedalar, a entrada pelo lado das Piedosas será a mais radical e há partes do percurso que deambulam entre o “enduro” e o “downhill” e, em dias mais húmidos, o chão poderá tomar o lugar do céu com muita facilidade.

Fui descobrindo todos estes atributos após uma busca que se estava a revelar demorada. O “GZ” desta geocache, apesar de certinho no meu gps, está rodeado de múltiplas possibilidades que vestem a roupa justa de um esconderijo perfeito.

Já estava quase a preparar-me para desistir quando reparei em algo que despertou a minha atenção – “É ali”, escutei-me a mim – E era mesmo!
A camuflagem da cobertura é tão perfeita e natural, parecendo estar naquele estado de letargia esverdeada já há muito tempo, que o meu instinto de caçador imberbe de tupperwares não queria acreditar que fosse ali o ninho deste tesouro. Quando, cuidadosamente o destapei, suspirei de alívio por afinal não ter de me ir sujeitar à vergonha que é registar um “DNF” daqueles que envergonham qualquer um.

Assinado o livro de registos e roubadas meia-dúzia de recordações fotográficas, acordei a minha Lycan que, com os pneus ainda esfriados pela demora da busca, se dispôs a seguir o resto do PR1 em direcção ao belo moinho no Cabeço de Alqueidão da Serra.
A luz solar mais inclinada, prestando vassalagem ao vindouro Senhor Outonal, teimou em mostrar o seu fulgor, reflectindo-se calorosamente no solo rochoso da serra, na tentativa conseguida de me fazer transpirar.
Depois de conquistado o cume, com a garganta a clamar por algo mais elaborado de que a famosa molécula H2O, uma paragem rápida na Pastelaria Estrada Romana foi suficiente para uma fresca e revigorante Stout, que me motivou para o regresso a casa.

Agradeço a partilha do local e o desafio de pedalar 62 quilómetros para descobrir este tesouro.

OPC-TFTC
TNLNSL

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I log image I

II log image II

III log image III

IV log image IV

V log image V

VI log image VI

infoThis is the original cache type consisting, at a bare minimum, a container and a log book. Normally you'll find a tupperware container, ammo box, or bucket filled with goodies, or smaller container ("micro cache") too small to contain items except for a log book. The coordinates listed on the traditional cache page is the exact location for the cache.
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