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Saturday, December 28, 2013Lisboa, Portugal

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A minha história com esta cache pode facilmente ser contada em três etapas.

Tomei o primeiro contacto com ela em 2011. Era ainda recente no Geocaching e desconhecia que este hobby pudesse levar-nos a locais mágicos, isolados, verdadeiros museus ao ar livre, testemunhos de um passado que não volta. Foi a iniciativa dos prémios GPS da década que me alertou para a aldeia de Broas.
Depois, por ser longe de mim, caiu no esquecimento.

A segunda etapa deu-se na véspera da minha visita.
Ia eu de comboio até Tomar (destino ultimo: Soltaria), a folhear virtualmente a GeoMag, quando me deparei com um artigo da Lusitana Paixão. Pequeno, conciso e, no entanto, tocante. Aquela aldeia, tão bem descrita por palavras e imagens, chamava. E até íamos para próximo dela.
Comentei com a GS que gostava de lá ir, um dia.

Eis então que acordei em Tomar. Destino último: Soltaria. Seguimos, e fomos recebidos numa aldeia do século XXI, com aldeões do mais simpático, e umas caras de bacalhau deliciosas para o almoço.

Após o almoço, decidimos confiar nos tais aldeões - CT27 e Team Pika7 - para nos levarem a uma voltinha pelas melhores caches das redondezas.
Esta não foi a primeira, mas quase.
Senti-me quase que raptado, pois o cachemobile dos CT27 ainda rolou alguns quilómetros de estrada até chegar a um tal "acesso".

Ainda nos enganámos, demos meia volta, subimos a estrada e, finalmente, embremnhámo-nos pelos campos abaixo.
Algo não batia certo. Aquela calçada romana não podia ir dar a uma aldeia cuja vida terminara no século XX.
500 metros para a cache e não há sinal de Broas?
400... 300... Avançávamos, afastávamo-nos da civilização, por entre caminhos de terra batida mais ou menos enlameados, e comecei a duvidar novamente que este fosse o acesso correto.
Foi já a menos de 100 metros, numa acentuada curva para a esquerda, que as ruínas apareceram. Ali, no nada, qual era a probabilidade de encontrar um aglomerado de casas, outrora habitadas?
O transporte para outros tempos é imediato. Ou quase, pois primeiro tivemos que tirar algumas fotos para "aparvalhar". Estava dado o mote a cerca de meia hora de puro deleite.
A aldeia é de descrição sumária. Toscamente ordenada em torno da eira e do forno, as casas mais recentes mais afastadas, atravessou os séculos.
E fácil fechar os olhos e imaginar aquelas casas ainda com telhados, habitadas. O cheiro a lenha a queimar no fogão, as crianças a brincarem nos campos, os pais com algum gado nos pastos, as mães na cozinha. É sopa que está a cozer. Uma avó vem à porta e chama os netos para dentro. Abrindo os olhos, já perdemos o pika7, que entrou numa das ruínas. Seria ele o neto? Eu, a GS e os CT27 seguimos até ao GZ e rapidamente encontrámos a cache, incólume aos mais de 10 anos de existência. Fantástico. Logada a magana, era hora de retomar a visita.
A aldeia, cuja construção remonta ao século XVI, tem as suas construções mais recentes, já com primeiro andar, datadas dos séculos XIX.
É claro exemplo a casa da Avó Gertrudes, que resistiu décadas, sozinha, ao abandono, e foi a última a deixar Broas, corria o ano de 1969. A casa que aqui nos trouxe foi alvo de uma visita cuidadosa dos homens da expedição. Nem a GS nem a C(T27) se aventuraram. À entrada, uma pequena moldura informa-nos de que era mesmo ali que a idosa morava.
A casa é pequena, como todas as da aldeia. No rés-do-chão, entramos para aquilo que terá sido a sala comum. Pouco resta. Um nicho na parede, que terá tido uma santa, supõe-se, ostenta uma cortina que alguém, carinhosamente, lá vai mantendo. Na parede, um painel serve para quem quiser deixar recados à "Avó". O teto, baixo, abaulou, e cairá em breve, assim a humidade o queira. Por cima adivinha-se um quarto, ou o que resta dele.
Atravessamos a porta e encontramos uma cozinha. Típica. Um forno a lenha, uma lareira, uma banca.

Caminho erradoUploaded by Geopt Geocaching Tools -> http://gctools.geopt.org

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Caminho errado log image Caminho errado

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let let's play!

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Gertrudes, ò Gertrudes! log image Gertrudes, ò Gertrudes!

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Menina estás à janela! log image Menina estás à janela!

infoThis is the original cache type consisting, at a bare minimum, a container and a log book. Normally you'll find a tupperware container, ammo box, or bucket filled with goodies, or smaller container ("micro cache") too small to contain items except for a log book. The coordinates listed on the traditional cache page is the exact location for the cache.
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