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Found it Gatarron found The Lonely Lookout

Saturday, May 26, 2018Lisboa, Portugal

#3201

Regresso ao Cabo do Fim da Europa na companhia do fcarioca, um ano depois de uma primeira incursão que me deixou devoto da beleza mística e desafiante das arribas majestosas de granito rosa desta zona a que os romanos chamavam Promontório da Lua, que nos confrontam com a nossa própria pequenez perante o universo.

Para um colecionador de caches clássicas, pioneiras e em que o local é definitivamente o elemento decisivo, uma cache dos GreenShades é sempre um motivo de especial interesse, e um objetivo principal em qualquer saída. Neste caso, como já conhecia a zona e sei que qualquer cache que se coloque debaixo de qualquer pedra fica sempre espetacular, não tinha tantas expectativas quanto isso, pois já vai ficando difícil surpreender com tantas e tantas caches que existem por aqui. Mas enganei-me.

Começa-se logo pela forma de cá chegar, que apresenta um caminho confortável para trazer o carro até relativamente perto. Ainda assim deixámos o carro a um quilómetro quando demos com um ponto em que o caminho estreita, mas passa-se bem bem, como vimos depois, e avança-se à vontade.

A seguir é o fim da estrada e o início do trilho, que avança por uma descida súbita da cota de terreno, e nos apresenta pela frente um afloramento de granito diferente do que estamos habituados a encontrar por aqui. Só aquele monte de pedra parece ser já de si uma fortaleza natural, que não precisa do acrescento humano que lhe puseram e que está hoje em ruínas. Talvez a ruína tenha sido o preço da ousadia de tentar melhorar o que a Natureza já fez perfeito.

O percurso até ao Forte do Espinhaço, feito por um caminho limitado por uma baia em corda de escalada pintada de verde, tem qualquer coisa de iniciático, e parece criado, por mão humana ou divina, de propósito para preparar o caminhante para o encontro místico com o oceano ocidental, tornando-o peregrino. O caminho termina numa plataforma guardada pelo que resta do muro de pedra do Forte, que acaba por servir de elemento cenográfico adicional para o espetáculo de mar e sol poente que está a acontecer.

Ao chegarmos, a vista foge para o mar e o Cabo da Roca, mas logo depois detém-se numa lápide ali colocada em local central a evocar uma pessoa desaparecida. Percebemos ser um pescador pelos motivos representados na pedra, e se não fosse isso, a quantidade de notícias que se conhecem sobre desaparecimentos de pescadores chegaria para desconfiar do que se tinha passado. Esta presença fantasmagórica só torna a visita mais carregada de misticismo.

A procura da cache começa pelo local apontado pelo ponteiro do GPS. Aí aparece um saco do lixo debaixo de uma pedra. Pronto, está desaparecida!, pensamos, começando a gerir a desilusão. Consultamos os logs e a fotos, e estas parecem coincidir no local oposto. A análise ao ângulo das fotografias leva primeiro a um sítio e depois a outro, enquanto se pede um HD que acaba por ser desnecessário, porque a cache aparece de acordo com a dica. E o mais estranho é que, quando lá chego, o GPS assume 0 metros de distância. Parece que uma qualquer força misteriosa começou por desviar o sinal para longe do esconderijo, para que não se perturbasse o descanso.

Não há dúvida que estes GreenShades sabiam mesmo como tornar uma cache espetacular.

Obrigado GreenShades pela cache!

O Farol

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infoThis is the original cache type consisting, at a bare minimum, a container and a log book. Normally you'll find a tupperware container, ammo box, or bucket filled with goodies, or smaller container ("micro cache") too small to contain items except for a log book. The coordinates listed on the traditional cache page is the exact location for the cache.
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