Skip to Content

View Geocache Log

Found it Gato Maltês found "Amazónia"

Monday, June 1, 2015Leiria, Portugal

Dizem por aí que o mais difícil é começar. E na realidade talvez seja, pois até me decidir a iniciar o relato desta aventura, a vontade de o fazer quedou-se, umas vezes nas ignávias bermas do ócio e, outras tantas foi relegada para segundo plano, pois como disse Luís Vaz na sua lusíada epopeia, outros «valores mais alto se alevanta(ra)m”.

Hoje, durante mais uma pedalada por terras de Dom Dinis, e enquanto expurgava do físico os malfadados genes preguicentos, decidi que após o términus da mesma cumpriria com as obrigações que resultam da descoberta de mais um tesouro. Ou seja, escrevinhar o respectivo log. Ainda me tentei em deixar passar mais uns dias, semanas ou mesmo meses, almejando assim alcançar o patamar dos geocachers com “pedigree”, que imitam as noivas que se atrasam propositadamente para dar mais brilho, ênfase e suspense a todo o cerimonial. Mas não fui capaz… pelo que, a partir deste parágrafo, vou pôr de lado a causticidade e passar a narrar o sucedido.

“Amazónia”, o pulmão do mundo é uma região que por um lado me fascina pela sua beleza virgem e pelo outro me preocupa pela forma como está a ser destruída em prol do desenvolvimento. Uma “réplica”, ainda que em miniatura, desta floresta, com uma geocache e um trilho de BTT, teve em mim o mesmo efeito que o Norte magnético tem sobre a agulha de uma bússola. Atraiu-me imediatamente e, de há uns tempos a esta parte, a minha vontade de conhecer tal local cresceu diariamente. Finalmente o dia de a visitar, dentro das condições que os seus progenitores me indicaram como as melhores, chegou.

Era uma tarde como tantas outras, em que as promessas de um final de dia caloroso apenas se deixavam deslustrar ocasionalmente pelo despejado bafo de Éolo. Os linguetes do cepo da roda traseira, quando o desnível do terreno o permitia, entoavam uma canção metálica que, pendurada nas linhas pautadas da imaginação, quebrava o rotineiro caminho lembrando que, de vez me quando, para andar de bicicleta também é preciso pedalar.
Num ápice, o azul celeste sobre o meu capacete foi substituído por uma vegetação frondosamente verde que servia de tecto a um trilho estreito e sinuoso com um traçado surpreendente. Haja técnica e força nas pernas, pois estão reunidas, nesta minúscula réplica amazónica, as condições para fazer feliz qualquer amante do ciclismo de enduro.
O verde intenso da vegetação e arvoredo, o canto de algumas aves canoras e aprendizes da arte em conjunto com o coro do ribeiro que corre mansamente mais abaixo, conferem ao local um estatuto de paraíso escondido.

Gostaria de ter sentido a adrenalina do BTT que trilhos como o da “Amazónia” proporcionam e deixar que a força da gravidade, nas sinuosas descidas, fizesse aumentar a grandeza vectorial que apelidam de velocidade, mas, porque há sempre um “mas” em todos os relatos de aventuras rápidas, a vontade de apreciar o local foi superior ao espírito aventureiro que há em mim e desfrutei do trilho em modo vagaroso. Além disso, no meio de toda a frondosa vegetação o meu guia electrónico decidiu apagar do seu vocabulário o conceito de precisão e ainda gastei uns 10 minutos, dos bons e que dei por muito bem utilizados, na busca do receptáculo que preserva o livro de registos.

Aprecio e valorizo pessoas que me surpreendem positivamente em cada curva ou desnível que a vida coloca ao longo dos trajectos da amizade. Nos trilhos, caminhos e estradões que a minha bicicleta tem vindo a desenrolar ao longo da minha existência, já fui surpreendido pelas maravilhas que a mãe natureza caprichou para realizar. O trilho da “Amazónia” entrou directamente para a minha lista de pensamentos bons, daqueles que o Peter Pan usava para, sem os pozinhos mágicos da Sininho, poder voar e fazer piruetas nos céus. Terá sido talvez por isso que, enquanto por ali adejei, a criança que há em mim mostrou-me porque não quer crescer.

O meu obrigado aos Capitães da Areia.

OPC – TFTC
NO TRADE

O Ribeiro e ela.

Additional Images Additional Images

O Ribeiro e ela. O Ribeiro e ela.

Molhando os pés. Molhando os pés.

Um pedaço de liberdade. Um pedaço de liberdade.

A preto e branco também há cor. A preto e branco também há cor.

O ribeiro a cantarolar. O ribeiro a cantarolar.

Vaidades da natureza. Vaidades da natureza.

Romances da água. Romances da água.

"Floritudes" "Floritudes"

Enquanto procuro ela descansa. Enquanto procuro ela descansa.

Raios de sol. Raios de sol.

infoThis is the original cache type consisting, at a bare minimum, a container and a log book. Normally you'll find a tupperware container, ammo box, or bucket filled with goodies, or smaller container ("micro cache") too small to contain items except for a log book. The coordinates listed on the traditional cache page is the exact location for the cache.
Visit Another Listing:

Advertising with Us

Return to the Top of the Page