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Found it joom found The Lost Nazi Mine [Arouca]

Thursday, 19 May 2016Aveiro, Portugal

#6493 @10:53

Uns dias dedicados à zona dos passadiços do Paiva com algumas caches à ida e na vinda para quebrar a monotonia da condução.

Em termos de objectivos de geocaching esta era a cache. Aquela que era para ser visitada nestes dias, estávamos em modo suave e sem direito a grandes aventuras ou caminhadas de distância e algumas, por mais tentadoras que sejam, foram guardadas para outra oportunidade. Esta não.

E a caminho dos passadiços, demos uma volta, tamanho família, para chegarmos à margem oposta do Frades. É um já ali gigante. Não cedemos à tentação de voltar a Drave ou Regoufe e fomos, qual Ulisses com cera nos ouvidos para não ouvir as sereias, até chegarmos a Rio de Frades. Só faltava mesmo estacionar perto do ponto onde começa o trilho que passa ao lado da capoeira e apontar ao início da galeria.

Estacionada a montada, por acaso alemã, em local apropriado e sem tapar o caminho a ninguém, subimos mais acima para uma vista diferente das minas e uma breve exploração.

Já no caminho correcto e depois de irmos em frente só para ver uma parte, descemos a parte final, até ao portão das minas. Aquele que seguramente era guardado, para não haver tráfico nem roubos, nos tempos da corrida à espuma de lobo. Agora é um marco de entrada para um mundo abandonado e quase esquecido. Dá sempre que pensar ao ver estes lugares, que na altura estavam na vanguarda da tecnologia, um porto de abrigo de Jesuítas noutro passado, agora está ali, ainda com o século XXI a espreitar à porta.

Franqueado portão, já só com a sua moldura granítica e quase sem vestígio metálico, a ver construções de pedra feitas para durar tempos contados de cem em cem mas actualmente reclamadas pela vegetação, chegámos à entrada da mina. Tinha chegado a hora de alterar a indumentária, para chegarmos ao outro lado secos, e com as luzes nas cabeças, agora em modo às inodoras lâmpada LED alimentadas electrões em contraste com os cheirosos gasómetros de acetileno, avançámos para a escuridão.

De vez em quando ouvia-se o característico pingar em túneis, e coberta a distância rumo ao ouro lado, sem tentar bater os tempos de Usain Bolt, chegámos à luz e à vista da fonte de ruído que já se ouvia mais claramente. Havia muita coisa para ver no meio da rocha.

Iluminados por uma claridade forte, como quem entra na Renascença saindo de tempos medievais e depois de um compasso de espera para acalmar as pupilas, tinha chegado a hora de ir procurar a cache enquanto a envolvência fabulosa se deixava apreciar. A vinda já aqui já estava ganha. Faltava mesmo encontrar o “plástico” que seguramente com estes anos de vida não era nem engenhoca capaz de estar presente no Deutsches Museum ou construção candidata ao primeiro prémio num certamente internacional de artesanato. Um simples recipiente capaz de manter em forma o livrinho era suficiente.

Ainda estive ali um bocado, para trás e para a frente, a ver se encontrava o esconderijo da cache. O local é propenso a um baile de coordenadas, se calhar acompanhando Wagner, e foi só ao fim de uma busca metódica que a cache foi encontrada. Sehr gut.

Cumpridas as formalidades e depois de mais uma volta na zona tinha chegado a hora de abraçar de novo o fresco breu do túnel e regressar ao mundo real.

A ver se é desta que leio aqui uma segunda edição do Volfrâmio pois geralmente as caches d’ Os Cacheiros Viajantes são propensas ao enriquecimento literário.

A geocoin não está nesta cache a admirar a vista para o rio, deve-se ter esfumado como muita da riqueza ganha aqui.

Sem trocas
Obrigado pela cache

As serranias das minas
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