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Found it Gatarron found A última Tupperware de Napoleão [S. M. Agraço]

Saturday, October 13, 2018Lisboa, Portugal

#3630

Jornada de caminhada de resistência na 14.a Marcha dos Fortes, na companhia já habitual do fcarioca e desta vez também do marulhar, que pude finalmente conhecer pessoalmente. Foi um percurso de 44 km com partida e chegada no Sobral de Monteiro Agraço, por trilhos pouco usados das serranias dos concelhos do Sobral, Arruda dos Vinhos, Mafra e Loures, e visitando alguns dos fortes da Linhas de Torres. E, naturalmente, algumas caches pelo caminho, sempre que isso não prejudicasse o ritmo de marcha (embora esta regra tivesse sido infringida numa ou outra ocasião).

Esta era a cache principal do dia, ou não tivesse eu andado a melgar o owner há muito tempo para a repor e aproveitar a minha visita ao Sobral para sair com a Marcha que não leva arquinho e balão. Vinha cheio de vontade de a visitar logo no início da jornada, mas houve uma pessoa que não levou a sério a minha advertência de que, se chegássemos cinco minutos depois das 7h, teríamos de correr para apanhar o grupo. E tivemos de correr para apanhar o grupo.

Assim fomos dar uma volta de 44 km a pé para fazer esta cache, um exagero para uma tradicional que não é como as multi exageradas do António Cruz ou do Rui Duarte. A volta fez-se bem, embora não pela sombra, que o sol brilhava num céu que se esperava carregado de nuvens e afinal estava azul, mas era um sol meigo de Outono, do que sabe bem. Demos a volta aos montes que nem uns franceses (livra!), mas em modo turista que visita os fortes e encontra boas vistas em vez de descargas de artilharia. Talvez a exceção a isto tenha sido um jornalista do Correio da Manhã que me saltou a caminho a perguntar se queria falar sobre a Marcha dos Fortes. Mas foi logo corrido como se fosse francês.

Houve também uma paragem no Cabeço de Montachique para um almoço de carne guisada com esparguete, mas sempre com um cheirinho a churrasco de outros visitantes do parque a fazer inveja.

O dia foi todo ele solarengo, mas a tarde trazia a ameaça do Furacão Leslie, que aqui chegaria já como tempestade. Do alto dos montes víamos as nuvens a formar dos lados do mar, agrupando-se como um exército invasor contra o qual nada podem os Fortes das Linhas de Torres, nem os moinhos que se espalham na paisagem com os mastros das velas apontados ao céu como se fossem defesas anti-aéreas, sem qualquer poder. Leslie, sua galdéria, deves ser francesa.

Curiosamente, na única vez que tinha participado na Marcha dos Fortes, em 2015, andei todo o caminho debaixo da chuva do furacão Joaquín, o que significa que de cada vez que participo passa um furacão em Portugal. Talvez seja melhor desistir de participar. O pessoal da Figueira da Foz agradece.

Mas chuva, chuva, só apanhámos à entrada do Sobral, e batida a vento, o que estragou a receção da banda habitual na Marcha dos Fortes, de que só ouvimos uns bombos ao longe, já que, por causa das caches pelo caminho, fomos os últimos a chegar.

Comemos à pressa a sopa e a bifana que a organização tinha à nossa espera, para irmos visitar a cache. O corpo já acusava dores depois da tareia da caminhada, a chuva e o vento carregavam folhas e ramos pelo ar, e a ameaça de agravamento recomendava que se chegasse a casa o mais brevemente possível: mas esta cache é que não ficava por fazer.

Vasculhámos a praça à procura dela, mas não aparecia em nenhum dos sítios óbvios, também eles escassos. Parecia ser mais complicado. Estranhamente, o meu primeiro palpite estava certo, mas não dei com ela nos primeiros sete coisos que tentei. Enviei uma mensagem a pedir dica, mas entre enviá-la e receber a resposta reparei que havia mais coisos onde mexer, e foi no penúltimo coiso em que mexi que estava o brinde. Ele há coisas... Agora sim, podíamos dizer que tínhamos enxotado o Napoleão, e que o mandámos para o maneta.

Sim senhor, está aqui um belo trabalho de Geocaching, ideia simples e bem aproveitada que merece um favorito, também pela aventura de chegar até ela.

Obrigado vsergios pela cache!

Nascer do sol no Sobral

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infoThis is the original cache type consisting, at a bare minimum, a container and a log book. Normally you'll find a tupperware container, ammo box, or bucket filled with goodies, or smaller container ("micro cache") too small to contain items except for a log book. The coordinates listed on the traditional cache page is the exact location for the cache.
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