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Found it Gatarron found Uma Aventura Na Lagoa - I

Monday, July 9, 2018Beja, Portugal

#3305

Expedição de Geocaching à Mina de São Domingos, com saída bem cedo da Manta Rota, para um programa vintage deluxe e outros qualificativos chiques que se possam encontrar, com earthcaches interessantes e duas GC6 pioneiras para compor a minha coleção.

O primeiro dos grandes objetivos do dia. Ia cheio de receio sobre o que me esperava, troquei várias impressões com amigos ao longo da semana, investiguei logs anteriores e preparei-me para uma caminhada grande.

Fui avançando a medo com o carro até ao ponto inicial, a ver até onde o conseguia levar, e consegui ultrapassar as lombas e buracos até bem perto. Preparei-me afincadamente para uma caminhada à esturra do calor, com água, protetor solar pela pele, bastão de caminhada e tudo. Nisto comecei a ler novamente a descrição da cache, e comecei com uma inquietaçãozinha a roer por dentro, uma vizinha marota a dizer 'Isto ia-se lá bem era de caiaque...' Ah malvada tentação! Agarrei em mim e voltei ao carro, fazendo de novo o trajeto cheio de solavancos para ir até ao cais e alugar a embarcação.

Depois de um pequeno sobressalto ao ver as armações sem caiaques no sítio das coordenadas, descobri a frota de meia dúzia empilhada no lado oposto. Apalavrei o negócio e voltei ao carro para me equipar, sem levar sequer chinelos, que não tinham vindo, pois não fazia ideia de os usar quando me meti a caminho. Tal como não levei colete de salvação, coisa de que nem o dono dos caiaques se lembrou, e eu próprio só dei por isso já ia em velocidade de cruzeiro em alto mar. Fui equipado só com caneta, GPS e o telemóvel (para as fotos) devidamente acondicionado, e as botas para a eventualidade de o chão na terra que ia descobrir ser particularmente espinhosa.

Lancei-me a remar pela albufeira acima, e de repente parei para tomar a minha posição. Faltava mais de quilómetro e meio, uma distância que era o dobro do que eu estimara, e à frente não havia pontos de referência que se conseguissem distinguir para decidir o rumo a tomar. Dei conta do meu isolamento no meio da lagoa e senti-me apertado por dentro. A solução era pagaiar sem pensar demasiado.

Quando achava estar mesmo a chegar ou perto de virar, logo outra curva aparecia; ainda não era ali. Os contornos da margem sucediam-se monotonamente, preenchidos de uma mancha de eucalipto sem novidade, até que o GPS lá gritou o esconderijo da cache numa das muitas consultas. Desembarquei e não demorei a dar com o esconderijo da cache, assinalado com um aparato de ramos que fazia lembrar um totem de uma religião xamânica (ok, isto talvez seja o arrebatamento a falar).

Fiz o registo e tirei as únicas fotografias da aventura, pois não me aventurei a arriscar a saúde do telemóvel durante a travessia. No fim de tudo retomei a travessia. Já ia a ouvir barulhos esquisitos a parte de baixo do caiaque, mas acho que era só imaginação e não propriamente o motor a gripar ou a meter água (nem a afogar). No total, foi pouco menos de uma hora para lá chegar, remando a bom ritmo mas sem exagero. Talvez se o motor for puxado por mais cavalos ainda se ganhe algum tempo, descontando o peso dos mesmos. É uma aventura digna de uma cache com a idade respeitável que esta tem, e que merece o favorito.

Obrigado Pedro Regalla e MAntunes pela cache!

GC2012Imagem carregada através da aplicação de Geocaching®

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GC2012 GC2012

infoA multi-cache ("multiple") involves two or more locations, the final location being a physical container. There are many variations, but most multi-caches have a hint to find the second cache, and the second cache has hints to the third, and so on. An offset cache (where you go to a location and get hints to the actual cache) is considered a multi-cache.
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