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Found it FabiosaGeo found The Enigma of Sistelo's Viscounts [Arcos Valdevez]

Tuesday, July 10, 2018Viana do Castelo, Portugal

Continuação... (2/2)

Abrindo o portão que dá acesso à Igreja, este estava encostado e não trancado, fomos directos ao jazigo do Visconde. Aqui, e observando atentamente as pedras talhadas e já com largos anos, retiramos a data proposta. A erosão da rocha que compõe o jazigo fez com que a data, no último dígito, aparecesse danificada. Ficamos na dúvida entre dois números possíveis. Apontando as duas prováveis e fazendo as contas com os dois resultados, bastou inserir no GPS as coordenadas finais e ver onde ficava. Era ali, num local que já suspeitava. Felizmente que o dígito não faria muita diferença nas coordenadas finais.

Observamos o melhor caminho, já sabendo que iriamos ao fundo do vale do Vez a descer considerávelmente, e optámos pelo caminho da esquerda. Aquele que começa na Igreja, na parte inferior desta, e só termina em cotas demasiado baixas ali ao pé do Vez. Observamos portanto a destruição e o abandono que esta parte da aldeia é sujeita. Até agora o percurso estava a ser agradável e o calor resultante da época do ano não estava a incomodar. Infelizmente este sentimento não durou muito tempo assim que olhámos pela . Tinha noção do que iria descer, aquelas quase centena e meia de degraus de pedra escorregadia e já desgastada pelo tempo, mas não pensava que seria tão duro. Pelo lado positivo, a descer todo o santo ajuda, custaria mais a subir tudo novamente e ainda bem que era dali a meia hora.

Já lá em baixo, com os batimentos cardíacos acelerados, percorremos o caminho até à cache. Este não é direto e ainda andámos às aranhas pois há alguns carreiros que não compensam o corta mato a direito até ao ponto zero. Mas como a lógica perdomina nestas caches, percorremos o caminho mais lógico e em pouco tempo, depois de subidas e descidas, estávamos no ponto zero. Aqui, onde a fotografia é essencial para registar estes momentos da descoberta do tesourinho.
E ali encontrámos a cache, num local que não estava propriamente à espera, e registámos. E finalmente a cache estava nas minhas mãos, sem o TB enunciado na página da cache, e de excelente saúde. Optei por deixar um. É engraçado como as GC6 estão quase sempre de boa saúde e com as coordenadas afinadas, a contrastar com algumas que se vêm por aí e mais recentes. Afinal o último dígito é 8 e não 3 como anteriormente tinha pensado.

Já com a garrafa de 1,5L vazia fomos até ali mais à frente ver a continuação da ponte e rapidamente voltámos, no sentido inverso, até lá em cima. O percurso, na sua parte inicial, é acessível mas assim que parámos, lá em baixo e ainda sem subir um degrau, soubemos que não estávamos em forma.
Como ainda não existe elevador na aldeia, decidimos subir os 142 degraus até lá em cima em etapas, para tirar fotos e não só, e passado alguns minutos estávamos perto da Igreja novamente.

Com um sentimento de conquista voltámos para o carro para almoçar ali mais à frente e onde existem vistas fantásticas sobre a aldeia. O enigma dos Viscondes de Sistelo estava finalmente desvendado.

Tinha sido uma aventura agradável. E quase que caía em tentação de fazer um registo igual para as caches do dia e tratar todas, as boas, as sem sentido, as totalmente sem cabimento, por igual. Felizmente que, no dicionário, existem mais vocábulos do que os simples e vulgares "OPC" "Feita" "Fácil" ".". O meu teclado tem mais letras e a minha imaginação não é assim tão diminuta.

É bom sempre encontrar algo mais do que um simples compal. Mas também é igualmente agradável encontrar algo com algum sentido, com alguma história, fundamento e cultura, sem estar ali simplesmente debaixo de uma pedra à espera de ser encontrado em modo toca e foge. E são as GC6 principalmente que conseguem superar as espectativas. Valeu mesmo a pena vir aqui.

Deixei TB
Obrigado pela cache!


Team FabiosaGeo #1.689 @13:14

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