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Found it Valente Cruz found 01 - Benfeita

Thursday, December 8, 2016Coimbra, Portugal

Regresso à Serra do Açor para finalmente realizarmos o Caminho do Xisto. Saindo da aldeia, a parte inicial do percurso deambula pelos resquícios de uma agricultura que vai sobrevivendo ao tempo e ao abandono. Os prados estendem-se de verde pelas margens da ribeira desde a aldeia até montante. À medida que se sobe a ribeira o terreno torna-se mais íngreme e surgem os balcões de xisto entre os socalcos. Tivemos então a benesse de a nossa visita ser pós-outonal. As folhas caídas preenchiam o percurso e as árvores ganharam uma paleta de cores que tornaram o cenário muito pitoresco. O trilho tinha ainda outro ponto cromático e alimentício de interesse, já que era a época do medronho.

Cirandando pelas encostas, fomos subindo a ribeira até encontrarmos uma parede em forma de fortaleza. Com o verde envolvente, parecia um paraíso perdido de sentidos. É sempre interessante ver as diferentes formas que o homem tem para domar os cursos de água aos seus interesses. Depois de um pequeno desvio até à cascata, subimos pela vertente mais acidentada e chegámos ao topo do vale. Tivemos então uma visão inteira do que havíamos percorrido. O percurso abandonou depois as linhas de água e subiu a encosta em direção à aldeia do Sardal. Pelo meio aproveitámos para fazer uma paragem para o almoço e reter as vistas. A vegetação e o arvoredo variado deram lugar aos pinhais cerrados. O passo tornou-se mais lesto e começámos a vislumbrar o Sardal. Mais acima reencontrámos os campos agrícolas em luta com o abandono e entrámos na aldeia, contornando a sua história de isolamento.

Socalco após socalco, do outro lado da ribeira vislumbrámos uma casa em construção. É sem dúvida um local de excelência para quem quer uma vida regada com paz e sossego. A passagem pela ribeira de Enxudro marcou mais um ponto de excelência no percurso. Aproximávamo-nos da famosa Fraga da Pena, pelo que a natureza parecia guiar-nos para uma beleza ímpar. Avistámos mais algumas casas a montante das famosas cascatas e quando julgávamos que estaríamos perto de entrar naquele mundo encantado, reparámos que o percurso continuava pela encosta para Pardieiros. Percebemos então que o trilho está desviado da Fraga da Pena. Decidimos então continuar, mas resolvemos que no final visitaríamos o local.

A passagem por Pardieiros foi rápida e descemos em direção à ribeira da Mata. À medida que progredíamos percebemos que existem de facto muitas pessoas por lá a recuperar casas devolutas, em particular estrangeiros.Acompanhando a ribeira, fomos passando por antigos campos e vimos várias casas que anseiam por recuperações. Apanhámos então uma levada de água que nos devolveu à Benfeita pelos socalcos de um regresso civilizacional. No final, ficou a certeza de termos realizado um magnífico percurso num cenário fascinante. Para terminar em grande, fomos revisitar e fotografar a Fraga da Pena, ex-libris da região, e cruzámos em espanto a encantadora Mata da Margaraça numa promessa de um regresso primaveril.

Muito obrigado pela cache!

001Uploaded by Geopt Geocaching Tools -> http://gctools.geopt.org

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infoThis is the original cache type consisting, at a bare minimum, a container and a log book. Normally you'll find a tupperware container, ammo box, or bucket filled with goodies, or smaller container ("micro cache") too small to contain items except for a log book. The coordinates listed on the traditional cache page is the exact location for the cache.
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