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Sunday, December 1, 2013Lisboa, Portugal

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(…)

Foi sem dúvida o poeta que arrancou mais aplausos, ao longe ouviram-se assobios bem fortes, mas não se chegou a saber quem os emitiu.

Fernanda de Castro aproveitou o silêncio que se fez sentir para recitar um poema seu sobre a Solidão. Já Irene Lisboa através do seu pseudónimo João Falco que criou para poder escrever, pois as mulheres tinham dificuldade em fazê-lo recitou um dos seus poemas favoritos sobre o amor.
Manuel Alegre declamou a poesia toda “Trova do vento que passa”

“… Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz. …”

Como a tarde já ia longa e o frio já se fazia sentir, muitos outros ficaram por declamar, como por exemplo Rui Knopfli, Ruy Cinatti e o Pedro Homem de Mello. Coube ao poeta Sebastião da Gama fechar esta tertúlia com o seu poema "Pelo sonho é que vamos”

“Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.”

São estes os poetas que escrevem, sonham e nos fazem também sonhar. Estranhámos não ver à roda daquela mesa o Fernando Pessoa, a Sophia de Mello Breyner, ou mesmo a Florbela Espanca, mas a ausência deles só o escultor é responsável.

A palete de cores na mesa diz-nos que Almada de Negreiros também esteve por ali, e se estivesse estado teria falado da “Amizade na Empatia Divergente”, ou declamaria o Manifesto Anti-Dantas terminando com a frase “…Uma geração, que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração! Morra o Dantas, morra! PIM! …”

Já Fernando Pessoa não deixaria de mencionar uma das suas frases preferidas: "Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho".
Alexandre O"Neill outro dos ausentes, escreveu "Há palavras que nos beijam", e esta cache permitiu reunir um pequeno grupo que partilhou connosco este momento que foram as Aristogatas, o Zé Ribeiro e o “Bond, James Bond” que depois se transforma em Ignacius consoante o aperto de mão, que oferece. Obrigado.

Antes já tínhamos estado na varanda do Palácio, virada para o Tejo onde o sol quente faz reflexo nas águas. Ao fundo os barcos parecerem de papel, as gaivotas sobrevoam e cagam tudo à sua passagem, o cargueiro rasga o rio, e nós aproveitamos para beber um café e degustar umas trufas, acompanhados da brisa marítima.

Um obrigado especial ao owner por nos ter aberto a porta deste magnífico jardim e nos ter permitido estar à fala com esta gente das letras. corvos
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Palácio dos Arcos... e dos Poetas

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