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Found it joom found Pandora

Monday, October 19, 2015Viana do Castelo, Portugal

#6081 @10:59

Com umas horas livres de manhã mas com almoço marcado a horas aproveitei para vir andar um bocado para vir encontrar esta cache. Era a cache mais próxima dos Arcos de Valdevez e sempre que olhava para o GPSr quando por aqui andava ficava a pensar porquê é que ainda não tinha vindo cá. Hoje, e como a chuva prometia umas abertas, ficou decidido. Viria ver esta construção de mais perto como se fosse um farol digno de apetecer no universo de Tolkien.

Estacionei em Ferreiros e depois de ver no mapa o caminho a seguir deu corda aos sapatos. Depois de ser bem observado pelos cães que guardavam o rebanho de cabras e ter que mostrar que não queria nem companhia nem mordidelas avancei pelo estradão por ali fora.

Não quis dar a volta ao mundo e na parte da passagem do rio, segui em frente, um pouco sobre as pedras pois há água com fartura, e avancei pelo velho caminho “empedrado” com sinais de muitas passagens.

Fui vendo a distância ao ponto zero e pouco variava de 1,3km para 1,5km. Assim que vi a seta laranja pintada no granito, subi mais um bocado e a distância começava a diminuir. Ali, ao meu lado direito vi uma rocha parecida com um dente de tubarão e mais à frente, um solitário e isolado VG.

De vez em quando a construção perto do ponto zero aparecia como a mostrar o que me faltava andar para lá chegar.

Com mais umas passadas, algumas centenas, cheguei à base verde do monte rochoso, ainda com caminho, e procurei o melhor acesso pela linha mais suave. Em pouco tempo estava no topo do mundo. Olhei para onde o GPSr apontava, pousei tudo, tirei a música das orelhas e fui explorar, em modo espeleológico, o local.

Ainda demorei a encontrar a cache mas com alguma persistência, umas voltas, e alguma atenção aos possíveis esconderijos a cache apareceu. Infelizmente estava cheia de água, com o livrinho, o catálogo e o carrinho vermelho em modo submarino.

Ao retirar a cache da sua toca, e pelo facto de a água presente, com o cheiro de quem não vê ar há algum tempo, a tampa foi empurrada e caiu. Pelo barulho que fez a escorregar tentei identificar o seu pouso e fui colocar a cache em zona mais segura e mais arejada.

Depois voltei de novo para baixo de terra e vi a tampa azul a chamar por mim. Para lá chegar tive que fazer uma manobra de contorcionista, digna do Houdini, e até parecia que estava dentro de uma caixa. Tinha a tampa ao alcance da mão e ainda lhe toquei mas infelizmente não foi o suficiente para a retirar. Continuou lá.

Registei a minha passagem, em modo braille com cor no molhado papel, arrumei tudo no mesmo local, já sem tampa, como a cache estava não faz grande falta, e regressei ao carro a ver o tempo que me faltava para o almoço.

Optei por seguir em direcção ao poste eléctrico colorido e daí para baixo segui o caminho do gado.

Consegui transformar uma cache quase drive-in para uma caminhada agradável de 9 quilómetros.

Fantástica cache, com fabulosa paisagem a acompanhar, que infelizmente permanece aqui sem muitas visitas.

Foi um real prazer vir aqui e fiquei curioso sobre a utilidade desta curiosa construção.

Sem trocas
Obrigado pela cache

Já está um estacionado

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