GB 9 - Alares
A
cache
by fmike, embolozzz, ucipista
Hidden:
11/27/2008
Size:
 (Small)
Difficulty:
Terrain:
(1 is easiest, 5 is hardest)
|
Please note: To use the services of geocaching.com, you must
agree to the terms and conditions in our
disclaimer.
|

BTTHAL é uma equipa, formada por um conjunto
de colegas e bons amigos, funcionários do HAL (Hospital Amato
Lusitano) de Castelo Branco, profissionais de Enfermagem da (UCIP)
Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente e da Equipa VMER/INEM
(Viatura Médica de Emergência e Reanimação do INEM) deste Hospital.
O grupo tem por base a prática de BTT, no entanto abraça uma
variedade de actividades desportivas outdoor, como é o caso do
Geocaching. Possuidores de um blog na web
(BTTHAL.BLOG.COM)
aconselhamos
a visita dos mesmos onde são relatadas e documentadas
com fotografia as diversas actividades da
equipa.

ALARES: Perto
das imponentes escarpas do Tejo
Internacional e numa região conhecida desde há
muito como o "Celeiro da Beira Baixa", emergem no meio da
terra xistosa e seca, as ruinas silenciosas da antiga aldeia dos
Alares, evocativas de imensas histórias de luta pela sobrevivência,
de guerra pela posse e de precipitado abandono destas
terras, numa região fronteiriça cada vez mais flagelada pelo
fenómeno da desertificação humana e envelhecimento das
populações. Esta antiga aldeia, em conjunto com
as aldeias da Cobeira e Cegonhas (Velhas), tiveram a sua génese no
inicio de 1800, pela mão dos povos de Malpica do Tejo e de Monforte
da Beira. Numa tentativa de defenderem o produto das
suas searas, das mãos impiedosas dos Invasores Franceses
aquartelados em Castelo Branco, estes aldeões colonizadores
começaram a cultivar, às escondidas, a região fértil e inculta
compreendida entre o Rio Aravil e o Rio Tejo, já no limiar do
Rosmaninhal, obtendo boas e proveitosas culturas, à custa de
muito e suado trabalho e inúmeros sacrificios. Os
habitantes destes montes (chamados de Monteses) viviam em casas
baixas construídas em xisto, com poucas janelas, sendo a porta de
entrada a principal fonte de luz natural. Por dentro era habitual o
uso do barro e das prateleiras de xisto para fazer armários, ainda
hoje visiveis.

Em 1865, foi acolhido pelo humilde povo da Cobeira um foragido
político - Visconde Morão, que apercebendo-se da inexistência
de qualquer titulo de registo de propriedade ou aluguer da
terra por parte daqueles gentios ignorantes, tomou toda aquela
vasta área como sua, englobando as três aldeias numa propriedade
única, sem qualquer protesto ou desafio por parte dos seus
habitantes, que cedo se apressaram a pagar o foro anual ao seu novo
proprietário.

Já em 1920, começaram os problemas que iriam ser a génese da Guerra
dos Montes e que culminaram com a destruição e abandono destas três
aldeias. Após a morte do filho do Visconde, os seus
4 herdeiros comunicaram a estes três povos que deviam
abandonar todas as casas, terras e haveres imediatamente,
recorrendo então, o povo, à justiça do Governador Civil de
Castelo Branco. Sem se entenderem entre si e receosos da descoberta
da sua ilegitima apropriação, um dos herdeiros decide vender a sua
parte aos 1200 habitantes das três aldeias. Estes deixaram de
pagar as rendas aos outros netos do Visconde, que decidem então
vender a sua parte a 605 habitantes do Rosmaninhal.

Estava instalada a confusão e a guerra. Em 7 de Outubro de 1923, no
dia seguinte ao acto desta escritura, os cerca de 3000 habitantes
do Rosmaninhal invadiram os Alares, desvastando as culturas,
queimando celeiros e destruindo as alfaias e arados. No dia
seguinte foi a vez das Cegonhas e ao longo de todo o mês de
Novembro sucederam-se os mais variados actos vandalismo, estragando
e inutilizando tudo, havendo relatos da época em que o mel e o
azeite escorreram pelas ruas e o gado foi esfolado
vivo, entre outras barbaridades.

Ao longo de vários anos sucederam-se esses actos de pilhagem,
roubo e vandalismo puro, envolvendo a destruição de culturas,
a morte indiscriminada de animais e ameaças de morte a homens,
mulheres e crianças que culminou em Setembro de 1924 com uma
oportuna intervenção do Govenador Civil para repor a ordem, que já
ameaçava com um carnificinio, tudo isto em prole do uso e posse
destas terras.
Esta célebre contenda só seria terminada em 1930 com a
expropriação das terras por parte do Governo e a sua distribuição
aos diferentes povos em parcelas equitativas (glebas) num
sorteio justo e planeado. Os habitantes dos Alares acabaram por
fixar-se nas terras da Raiz - actual aldeia das Soalheiras, o povo
das Cegonhas (Velhas) criaram um pouco mais longe as presentes
Cegonhas e o povo da Cobeira distribui-se por estas, indo
também alguns para Monforte, Malpica, Ladoeiro e Couto das
Correias.

Hoje não restam mais que algumas ruinas que emergem do solo, como
que a fomentar uma memória comum sobre esta peculiar guerra.
Entre paredes tombadas e fornos de pão escancarados ainda se
avistam cinchos e cântaros abandonados, assim como as primitivas
ruas do povo. Em redor destas ruinas avistam-se algumas imponentes
propriedades agrícolas, soberbamente restauradas e actualmente mais
vocacionadas para a caça turística, ou não fosse esta uma região
previligiada para a caça grossa, sobretudo veados, avistáveis mesmo
de dia e em grande número.
Bibliografia consultada: Chambino, Mário (2000) - "Rosmaninhal
- Lembranças de um mundo cheio". Açafa, n.º 3

CACHE: A cache foi
implantada com três objectivos:
- O primeiro manter bem viva a memória encerrada nestas
paredes centenárias, carregadas de história e simbolismo, para que
não caia nas teias do esquecimento.
- O segundo visa potenciar a visita dos amantes da natureza a
esta bonita e inóspita região, rica em flora e fauna
peculiares, onde os passeios pedestres, BTT ou TT permitem
momentos especiais de comunhão com a Mãe-Natureza e
oportunidades fotográficas únicas.
- O terceiro objectivo, bem mais específico visa potenciar o número
de visitas dos Geocachers a esta e às caches que por
aqui coabitam -
Foz do Aravil (Mitorigeikos) e
Abutres (MAntunes), promovendo toda
esta região no mundo GC, ou não fossemos amantes da
Natureza.

CONSELHOS ÚTEIS: A cachada implica uma
deslocação até ás Soalheiras e depois daqui há uma imensidão de
estradões de terra batida, uns mais transitáveis que outros, que
levam até à aldeia dos Alares onde está implantada a cache.
Embora os caminhos em tempo seco sejam bastante estáveis mesmo para
uma viatura ligeira, aconselhamos o recurso a viatura TT,
bicicletas de BTT ou um bom par de botas de caminhada e fazer um
excelente passeio por esta paragens. Pela rudeza e inóspito da
região e a frequente presença de caça grossa, desaconselhamos a
execução da cachada de noite ou em dias tormentosos.
É igualmente aconselhável a consulta de mapas detalhados da zona
(militares ou Google Earth), planeamento atempado da
cachada e eventualmente o recurso a um GPS outdoor
actualizado. A distância entre os Alares e a aldeia das Soalheiras
é de 4,5 km pelo estradão mais directo e de cerca de 3 km em linha
recta.

A cache está escondida numa das casas centrais, em "banho maria",
debaixo de um banco de pedra rudimentar.

GEOCACHES BTTHAL:
- GB 1 -
Jardim Enigmático
- GB 2 -
Rio Pônsul
- GB 3 -
Azenhas do Ocreza - GB 4 -
Da Pedra da Légua a Santa Apolónia
- GB 5 -
Sé Catedral Castelo Branco
- GB 6 -
Serra das Olelas
- GB 7 -
Pedra D' Ouro - GB 8 -
Azinheira Trackable Hotel
Geo-BTTHAL
Additional Hints (
Decrypt
)
Decryption Key
A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z
(letter above equals below,
and vice versa)
|
Qrageb qr pnfn, qronvkb qb onapb, gncnqn pbz crqenf
(Decrypted Hints)
Find...
|
Navigation
2 user(s) watching this cache.
Attributes
Inventory
Bookmark Lists
|